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Reflexões Jornalísticas

Jornalista é gente? 

Jornalista bem-sucedido, crítico de mídia respeitado, o americano James Fallows alerta para a necessidade de os profissionais equilibrarem o poder de causar danos com um grau maior de humanismo. Fallows é autor de "Detonando a notícia - Como a mídia corrói a democracia americana", recém-lançado no Brasil pela Civilização Brasileira, e diretor de uma das revistas mais importantes do mundo, a U.S. News & World Report JAMES FALLOWS

Assim como os médicos, os soldados e os policiais, os jornalistas estão entre os seletos grupos autorizados a causar danos.
Os médicos fazem o juramento de Hipócrates, prometendo que seu principal dever é "não fazer mal". Não é, entretanto, tão simples assim. Em sua formação, os médicos aprendem que para cumprir o dever podem ter de abrir um crânio para operar um cérebro, ministrar veneno para combater o câncer, cortar carne humana para curar um doente. Para realizar seu trabalho, precisam deixar de lado parte de sua humanidade - a parte que os faz hesitar em enfiar uma faca através da pele de alguém. Podem viver consigo mesmos e nós devemos respeitá-los, pois sabemos que o mal que possam fazer serve a um objetivo compensador. Embora deixem de lado parte de sua humanidade, não a rejeitam. Os que assim não procedem são chamados de monstros, como o sádico doutor nazista Josef Mengele. Tratando-se de médicos ou de outros profissionais autorizados a fazer o mal - soldados, policiais e juízes, que tiram a liberdade de pessoas; negociantes, que restringem o mercado dos rivais e os empregos dos funcionários da outra empresa - existem restrições impostas para limitar o prejuízo social provocado por eles. Um soldado que passe dos limites pode encarar uma corte marcial. Um batalhão do exército que ultrapasse seu dever pode ser submetido a julgamento por crimes de guerra. Oficiais de polícia que se revelem patifes sabem que existem avaliações periódicas. Para os médicos, as restrições abrangem desde a suspensão da licença até a ameaça de processos por imperícia ou negligência. Ainda assim, são humanos. Entretanto, para todos esses grupos, as restrições internas são mais importantes: os julgamentos diários, feitos por indivíduos cujas decisões podem prejudicar os outros, para especificar quantas simpatias "humanas" normais cada um pode ter e ainda assim fazer seu trabalho. Durante a Segunda Grande Guerra e os anos 50, os generais George C. Marshall e Curtis LeMay foram soldados profissionais. Ambos comungavam no mesmo código de honra e regras de guerra; os dois eram devotados à segurança dos Estados Unidos. No entanto, hoje são lembrados de maneira muito diferente, em vista da forma como cada um viveu sua própria sensibilidade "humana" e militar. Durante a guerra, LeMay supervisionou o bombardeio de Tóquio, que matou mais gente do que a bomba de Hiroshima; mais tarde, defendeu a manutenção de forças nucleares americanas em estado de alerta. Marshall, que mobilizou uma equipe de combate mortal como comandante do exército, argumentou, quando acabou a guerra, que ajudar a reconstruir os países inimigos derrotados era a medida mais correta. LeMay atualmente é visto como um soldado obstinado, porém limitado; Marshall, como um grande homem - o único soldado de carreira a receber um prêmio Nobel da Paz. O conceito de dever de Marshall deu espaço a outros aspectos da simpatia humana. A idéia de dever profissional de LeMay manchou tudo o mais que ele fez. 

O desastre [com a princesa Diana] foi uma ilustração, literalmente cheia de dor, do dano que as pessoas acreditam que a imprensa pode causar.
Os jornalistas de hoje poderiam se questionar sobre qual seria o melhor exemplo de firmeza de caráter. Qual a forma correta de conduzir duras obrigações profissionais sem esquecer qualquer aspecto moral da questão? Os jornalistas deveriam se perguntar sobre esses pontos, pois os outros os questionando após a morte da princesa Diana. Apesar de sua confusa relação com a fama e a mídia, apesar da complexa cadeia de culpa específica pelo desastre em alta velocidade, a reação instantânea mundial contra os paparazzi indica que as pessoas pensam que nós, jornalistas, somos insensíveis e desdenhamos o mal que podemos causar. Dizem que vivemos a perseguir celebridades, que estamos mais interessados nas fraquezas humanas do que em qualquer outra coisa, que invadimos a privacidade das pessoas para obter uma notícia que sirva de entretenimento fútil. O desastre foi uma ilustração, literalmente cheia de dor, do dano que as pessoas acreditam que a imprensa pode causar. 
Assim como os médicos, os soldados e os policiais, os jornalistas estão entre os seletos grupos autorizados a causar danos. Nós, que estamos neste ramo, podemos dizer a nós mesmos que isso não é verdade - que estamos apenas fazendo o embrulho do peixe de amanhã (ou, em versão atualizada, "isso é só televisão"), que as críticas e réplicas que imprimimos se equilibrarão por si, não importando o que digamos, desde que os nomes estejam corretamente soletrados. Ninguém fora desta profissão acredita nisso. Nós costumamos dar títulos às pessoas - Richard Jewell, bombardeador de Atlanta - e estes permanecem por muito tempo, mesmo que o foco da atenção já tenha mudado. Através da maneira pela qual tratam os amigos e a família, as pessoas tentam, por mais de décadas, definir como preferem ser conhecidas. As palavras, as fotos, as verdades e mentiras que apresentamos a respeito delas podem obliterar aquela identidade para sempre. Para as pessoas fora do jornalismo, lidar com repórteres é como tratar com a polícia: não existe nada como uma boa briga. 
Tal como quando se trata de médicos, da polícia e de soldados, o dano que provocamos é necessário - no conjunto. Só precisamos viver em um país qualquer do mundo onde não haja imprensa livre para encarar o dano sob um ponto de vista diferente. A corrupção governamental permanece sem contestação. Os conchavos se alastram, sem qualquer crítica. Tortura, assassinatos, até mesmo a escravidão persistem, apenas comentados em sussurros, mas sem qualquer condenação oficial. Nas sociedades onde há uma imprensa agressiva, pelo contrário, o medo diário de ficar exposto à opinião pública constitui-se em uma parte inevitável mas saudável do governo e das corporações. Como os médicos competentes, os melhores jornalistas aprenderam a deixar de lado parte de sua humanidade - a parte que, principalmente, os faz sentir pena do burocrata cuja carreira é arruinada pela ambição desmedida, a parte que os torna relutantes em fazer uma pergunta não polida a alguém que tenha sido simpático com eles. Como acontece com a polícia, o bem que os jornalistas fazem geralmente beneficia a sociedade, não a pessoa com quem estão tratando (a qual, muitas vezes, se ressente com eles). Este trabalho tem muita importância, mas não é uma arte terapêutica. 
Visto que há tão poucos limites externos para o trabalho dos jornalistas (principalmente leis contra calúnia, um conceito distante para a maioria dos que estão no ramo de notícias, na maior parte dos casos) e que sabemos que precisamos anestesiar parte de nossa humanidade, muitas pessoas influentes neste ramo vão mais além. Começam a acreditar que não existe equanimidade, nem transigência, nem limites para o que devemos fazer. Nosso dever, dizemos a nós mesmos, é exclusivamente ser ousados e deixar que o público decida as conseqüências. A ética é como a dos advogados que querem usar qualquer truque de tribunal para ajudar seus clientes. No entanto, na corte existe alguém defendendo o lado contrário. 
O público quer saber se os jornalistas debatem seus conflitos 
A verdade é que, ao analisar qualquer uma das ocupações cujos membros são autorizados a causar danos, o público quer ver as evidências do conflito interno. Quer ver os oficiais da polícia considerando se a violência é necessária, soldados e estadistas se preocupando com os danos que podem causar aos civis, médicos se questionando a que custo devem prolongar a vida - e os repórteres discutindo se é ou não necessário invadir a privacidade ou prejudicar a reputação de alguém e, em caso positivo, por quê. 
Eis por que o maior argumento a respeito de danos provocados pelos paparazzi - o único detalhe que os fotógrafos revelaram - é que, quando cruzaram a linha do desastre, eles simplesmente tiraram fotos e não fizeram nada para ajudar. Isto foi aparentemente um crime, pela lei francesa, que obriga os passantes a prestar socorro. Mais importante ainda é uma violação da solidariedade que se poderia esperar de seres humanos, não importando qual fosse sua profissão. 

Em ocasiões de emergência, os jornalistas - especialmente os fotógrafos - deparam com verdadeiros dilemas morais. Há vinte e cinco anos, no Vietnã, Nick Ut, da Associated Press, fotografou a menina Kim Phuc, de 9 anos, correndo nua por uma avenida, com chamas de bombas de napalm queimando suas costas, dramatizando para sempre os efeitos da guerra; o trabalho do fotógrafo foi de maior benefício para a humanidade do que se ele tivesse largado a câmera e corrido para ajudar a garota. 
No Sudão, devastado pela seca, o fotógrafo Kevin Carter viu uma menina ainda mais nova prestes a morrer de inanição. Ele tirou uma fotografia, mostrando um abutre à espreita; mais tarde, a menina morreu. A foto, que ganhou o Prêmio Pulitzer de 1994, deu mais resultado do que qualquer outra reportagem para chamar a atenção sobre o problema da fome. No entanto, Carter foi atormentado pelas críticas de que deveria ter tentado salvar a menina. Três meses após ter recebido o prêmio, ele cometeu suicídio.
Visão seletiva. A história de Carter é trágica mas, de forma menos catastrófica, o público gostaria de saber do conflito, gostaria que os jornalistas mostrassem que sabemos que enfrentamos cruéis dilemas e que nos preocupamos quando causamos dano às pessoas. Houve um pequeno sinal disso em Paris. O único conflito moral visível foi se era correto os jornalistas impedirem os colegas de venderem as fotos. Outros se negaram a fotografar os sete colegas que estavam sob investigação. Informou-se que um fotógrafo do jornal Le Parisien disse que "se está claro que eles não querem que eu tire fotos deles, não o farei, independentemente da solidariedade profissional"" "Informação é clareza", diz um jornalista e fotógrafo na peça "Night and Day", de Tom Stoppard, quando é pressionado a justificar seu trabalho. No entanto, isso só é válido quando a informação se refere a outra pessoa. 
Por que resistimos a expor o conflito interior e fingimos que as escolhas são fáceis? Há duas razões: uma delas nós admitimos em público, a outra, não. 
A razão que admitimos em público é que damos ao público o que ele quer - o mercado nos pede isto. Os paparazzi que perseguiram Diana para tirar fotos são, portanto, valiosos, porque os jornais sabem que eles promoverão o aumento das vendas; em conseqüência, as pessoas que compraram os jornais para ver as fotos de Diana também ajudaram a persegui-la até sua morte. 
Satisfazer o mercado é parte da história; um jornal que ninguém compra ou uma estação de televisão que ninguém vê nem deveriam continuar existindo. O problema em se apoiar nesta desculpa é que, exceto em Cuba ou na Coréia do Norte, todo mundo vive sob pressões do mercado. A polícia deve responder a um mercado político que exige segurança nas ruas (e não se importa muito com a forma pela qual isto aconteça). Os políticos respondem a um implacável mercado de pesquisas de opinião e de eleições. Os produtores de comédias para televisão precisam de grandes números de audiência. Da mesma forma age uma pessoa que lança um filme, disco ou livro. 
Em nosso ramo, a simples menção a sentimentos e "coração mole" é um sinal de que somos muito escrupulosos para o trabalho real, como um oficial de polícia que acredita em histórias de má sorte dos presos ou um cirurgião com medo de ver sangue.
Ainda assim, quando as pessoas que estão nessas outras categorias dizem que não têm escolha sobre o que fazem em função do mercado, os editores e os colunistas imediatamente pulam em suas gargantas. Como você se atreve a vender cigarros só porque as pessoas querem comprá-los? Como vocês ousam publicar pornografia indiscriminadamente só porque vende? Para os jornalistas, os políticos "alcoviteiros"- isto é, que se pautam pelo mercado - são mais desprezíveis dos que os que vendem pornografia. Nossos editoriais e ensaios pregam que eles deveriam configurar, pressionar e conduzir os mercados políticos - levantar o moral das pessoas, como faziam Roosevelt ou Lincoln, e não procurar rebaixá-las, como Joe McCarthy. Os instrumentos que a imprensa tem para mudar a opinião pública são quase idênticos aos usados pelos políticos. Se esperamos que senadores ou presidentes correspondam às demandas imediatas do mercado eleitoral - que ameaça tirá-los da vida pública, não só cortar seus rendimentos - então o mesmo padrão deveria se aplicar à imprensa. O que a imprensa apresenta ao público configura, pelo menos em parte, aquilo com que as pessoas se preocupam. Este mercado, como o de idéias políticas, funciona desta forma. 
A outra razão, menos confortável para nós, é que pensar nas conseqüências e na humanidade é considerado fraqueza. Em nosso ramo, a simples menção a sentimentos e "coração mole" é um sinal de que somos muito escrupulosos para o trabalho real, como um oficial de policia que acredita em histórias de má sorte dos presos ou um cirurgião com medo de ver sangue. 
Existe uma certa dose de verdade neste conceito. Uma parte crucial do trabalho jornalístico é querer "puxar o gatilho" e apresentar reportagens que façam as pessoas se indignarem. O exército não queria ler as histórias de Seymour Hersh sobre My Lai. Nem Al Gore nem Haley Barbour querem saber, nunca mais, de nenhuma reportagem sobre financiamento da campanha eleitoral. Entretanto, existe uma diferença entre saber que você precisa agir como um promotor público em certas ocasiões e agir sempre desta forma. Até mesmo os promotores públicos preferem não continuar certos processos, provando o respeito deles pela lei ao encerrar tais casos após a investigação. 
Os cirurgiões causam problemas quando presumem que qualquer enfermidade possa ser curada através de operações. Os jornalistas provocam problemas quando ignoram os exemplos de colegas que são obstinados sem intimidar e exibem a obstinação em parte pelo próprio comedimento. 
A importância do trabalho de J. Anthony Lukas como jornalista era o que ele provava: um investigador obstinado, incisivo, duro, podia assumir o compromisso de transmitir a completa, ainda que embaraçosa, verdade a respeito de uma situação, sem fazer com que as pessoas focalizadas se sentissem usadas.
O caso Lukas. Três meses antes de os jornalistas chocarem o mundo com a notícia da morte de Diana, muitos do ramo se reuniram para prantear a morte de J. Anthony Lukas, um lendário e completo repórter do Baltimore Sun e do New York Times, autor de cinco livros. Em um réquiem em Manhattan, diversos escritores famosos expressaram sua admiração pela capacidade de Lukas. Entretanto, os tributos mais fortes vieram das pessoas que, se foram famosas por algum motivo, devem isso a Lukas: personagens da vida real em seu livro mais celebrado, "Common Ground". 
Colin e Joan Diver foram retratados no livro como liberais jovens, brancos e idealistas que, embora consumidos pela culpa, se mudaram para os bairros habitados por brancos, saindo de sua casa no sul de Boston, onde a vizinhança era, em grande parte, de negros, e quando a exasperação do casal em relação aos crimes e conflitos raciais que lá ocorriam se tornou demasiadamente grande. O livro termina com uma descrição mordaz de Colin Diver (que depois se tornou decano da Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia) pintando e consertando obsessivamente a cerca branca que separava sua nova casa de subúrbio do ameaçador mundo além dela. 
Nos oito anos em que fez pesquisas para o livro, Lukas intrometeu-se mais profundamente na vida íntima dos Divers (e de outras duas famílias, os pobres Twymons, negros, e McGoffs, irlandeses) do que qualquer fotógrafo que tenha seguido Diana. Ele queria saber tudo a respeito deles. O livro fazia a crônica, em detalhes íntimos, do fracasso do grande sonho dos Diver. Ainda assim, quando Lukas morreu, doze anos depois, Joan Diver foi, como ela disse, "celebrar sua gigantesca presença na vida" deles, e seu marido leu a sua descrição e de sua cerca, que encerravam o livro. 
Em seguida, falaram Rachel e Cassandra Twymon. As duas pertencem a uma família cujas dificuldades e fraquezas, bem como aspirações, foram apresentadas entre as crônicas de Common Ground. Elas romperam em lágrimas enquanto descreviam como Lukas tinha entrado totalmente na vida de sua família - "era como se Tony realmente vivesse conosco" - e como sentiriam tanto a falta de alguém tão profundamente interessado em suas vidas. O sentimento das pessoas que foram assunto para Lukas disse mais a respeito dele como homem. A importância do seu trabalho como jornalista era o que ele provava: um investigador obstinado, incisivo, duro, podia assumir o compromisso de transmitir a completa, ainda que embaraçosa, verdade a respeito de uma situação, sem fazer com que as pessoas focalizadas se sentissem usadas. Em vez disso, elas se sentiam compreendidas e honradas pelo registro que ele fez de suas vidas. 
Lukas passou anos pesquisando e escrevendo o seu livro, da mesma forma como fazem outros em projetos similares. O jornalismo diário e semanal, tiranizado pelos limites de espaço e tempo, nunca pode tratar nada com a mesma nuança exaustiva. Tudo na televisão apresenta o mesmo problema. Entretanto, os limites da imaginação restringem mais os repórteres do que os de espaço e tempo. A cobertura instantânea de casos arrebatadores pode ter estas nobres aspirações. Leva apenas um instante para deixarmos de lado uma foto inesquecível como as que foram tiradas após a bomba de Oklahoma. 
Uma reportagem de grande impacto foi feita três anos atrás por Leon Dash, do Washington Post. Ele se meteu totalmente na vida de uma família que pertence às profundezas das classes sociais americanas. A personagem principal, Rosa Lee Cunningham, era viciada em drogas, ladra, ludibriava o seguro social e era uma mãe terrível, que ensinava os filhos a roubar e a trapacear no quarto ao lado. A maioria dos filhos, ao crescer, acabou na cadeia ou sustentada pela previdência. Dash nem mostrou a família de forma sentimental nem a transformou em um bando de demônios. 
Apresentou cada humilhante verdade de forma esclarecedora. Por este trabalho, ganhou um Prêmio Pulitzer, junto com o fotógrafo Lucian Perkins, cujas fotos de Rosa - imersa em pensamentos junto à janela de seu apartamento, apreciando a qualidade de agasalhos roubados por seu filho, liderando uma congregação no coro em uma igreja batista - são reveladoras, pungentes, notáveis. 
Os ganhadores do Prêmio Pulitzer são considerados os melhores no ramo do jornalismo, e a lista é grande. Este ano, uma das categorias foi atribuída em conjunto a um repórter, Michael Vitez, e a um fotógrafo, Ron Cortes, pela série de reportagens, no jornal Philadelphia Inquirer, sobre pacientes terminais que queriam morrer com dignidade. 
Entretanto, os exemplos não se limitam a ganhadores de prêmios e, uma vez que comecemos a folhear a lista, podemos comprovar por muitas páginas o trabalho admirável feito por jornais, rádios e canais de televisão em todo o país. Este é o ponto: 
nem tudo no ramo de notícias é importante só porque há um certo número de boas histórias, mas porque um certo número de nossos colegas não aprova os que argumentam que coberturas equilibradas são impossíveis em nosso ramo. Eles não trabalham sob regras diferentes daquelas a que são submetidas as demais pessoas. As restrições e incentivos vêm de dentro. Uma consciência interior da luta por se manter humano é o que faz policiais, soldados e médicos pessoas respeitáveis. Para nós, jornalistas, isso pode fazer com que o público respeite novamente o valor do nosso trabalho.

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